Muito se fala sobre os objetivos maiores, mais profundos, ou mesmo, as verdadeiras metas do Yoga em livros, aulas e palestras. Professores preocupados em transmitir essa tradição de forma fiel ao que lhes foi ensinado apontam para o conceito de libertação, de moksa, como o alvo que o yoguin deve atingir.
Partindo do denso para o sutil, como já sabemos, o estudante deve por seu corpo a prova executando asana, elevar seu nível de energia respirando nos pranayama, procurar adaptar seu estilo de vida ao que é sugerido nos conceitos apresentados nos yama e niyama. A partir daí o caminho mais interno, mais sutil, desta cultura milenar se abre de forma mais clara. Retrair os sentidos e focar a mente num único ponto até que essa concentração seja absoluta e contínua. Eis de fato uma prática completa de Yoga.
Os frutos em se superar caminho tão estreito e disciplinador são belos e estimulantes. Conhecer sua verdadeira natureza, conhecer o Ser, aquele que tudo permeia e a nada pertence, aquele que não é palpável, porém do qual fazemos parte como um todo absoluto. Não existe tesouro maior para um ser humano receber.
Contudo muitos não irão tão longe em suas práticas, muitos nem mesmo a começarão! Boa parte ficará perdida no labirinto do ego, acreditando em verdades tão confiáveis quanto anúncios de televisão. Outra parte terá como objetivo maior a elasticidade, a plástica dos asana, a vitalidade dos pranayama. O restante, que passou pelo funil, ainda percorrerá por desafios maiores. Acreditar que uma mente focada e extremamente sagaz seria a liberdade, e não perceber que um grande poder focado em motivações pouco nobres ou mesmo egoístas certamente causarão grande estrago para o praticante e também para outros.
Superar, deixar de lado, ter o poder nas mãos e com a humildade celebrada por nobres santos de desfazer do que poderia ser uma arma perigosa. Como um presidente de uma grande nação, como o herdeiro multimilionário que teria o mundo ao seus pés e mesmo assim procura adequar sua vida a um bem maior, o verdadeiro yogi supera a si mesmo provavelmente na maior prova de austeridade conhecida pela humanidade e, ao final, depara-se com a derradeira questão: se apegar a sua própria grandiosidade ou diluir-se no amor infinito do Ser primordial?
De cara ao espelho, como um narciso as avessas, este supremo praticante esta prestes a realizar o ato cabal de sua existência. Sair como a estrela do espetáculo para receber os louros e fama de um artista internacional? Ao fim, o oposto se realiza. Ele sai pelos fundos, horas depois do último espectador do espetáculo chamado vida, como um humilde faxineiro que encara seu rotineiro, pacato e árduo trabalho com naturalidade, e que acima de tudo tem a suprema consciência que tudo esta relacionado, sendo cada faceta do mesmo rosto importante e essencial como a face supostamente mais bela.
*artigo também disponível em www.yoga.pro.br
sábado, 6 de junho de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
com calma
Aquela tarde passava devagar, parecida com tédio que já havia rondado aqueles ares de outono, mas agora soava como algo novo. Como se tudo em volta e também por dentro estivesse em camera lenta. Como se a pressa de antes de alguma maneira acelerasse e ultrapasse o tempo, e o que sobrou estivesse ficado calmo.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Fotos do Intensivo em Cavalcante
No último final de semana, feriado da semana santa, realizamos um ótimo retiro de Yoga no Bistro Amoragaia em Cavalcante (Chapada dos Veadeiros - GO). Gostaria de agradecer a todos que reservaram esse momento para celebrar juntos alguns dias especiais. Nada melhor do que unir Yoga, meditação, mantras, alimentação de primeira, tudo isso imerso na natureza única da Chapada dos Veadeiros. Segue abaixo algumas fotos. Fica o agradecimento a todos, e em especial a Karla e Cris pelo convite e parceria. Namaste!

quarta-feira, 1 de abril de 2009
Não apenas ao yoga, mas sempre e em tudo
Tapah svadhyayesvara pranidhanani kriya yogah
"O aceitar da dor como auxílio para purificação, o estudo dos livros sagrados, e o render-se ao Ser Supremo constituem Yoga na prática". (yoga sutra II,1)
"O aceitar da dor como auxílio para purificação, o estudo dos livros sagrados, e o render-se ao Ser Supremo constituem Yoga na prática". (yoga sutra II,1)
sábado, 14 de março de 2009
Intensivo de Yoga em Cavalcante
segunda-feira, 2 de março de 2009
História de Ganesa de um modo diferente
"Conforme o éon, a história de Ganesa é contada de modo diferente. Numerosos os éons, numerosas as histórias. Só um ponto é certo: Ganesa nasce de Parvati 'sem marido', vina nayakena. Por isso o chamaram Vinayaka. Era visto com frequencia velando diante do quarto de Parvati. Era o seu guardião, manso e reflexivo, com a tromba curvada sobre o ventre redondo e uma presa quebrada. À esquerda, trazia uma pena e um tinteiro. Parvati não conseguia passar perto dele sem acariciá-lo. 'Você é meu filho. É meu. De ninguém mais posso dizer que é meu'. Lembrava-se de tudo o que acontecera naquele dia em que, abandonada no leito, molhada em todos os poros com o suor de Siva e o seu, havia começado a fantasiar furiosamente. Jamais teria um filho? Siva era evasivo quando ela o assolava com suas perguntas. Uma vez tinha dito: 'Como poderei ter um filho? Não tenho morte em mim'. Essas palavras foram uma lâmina. 'Agora terei um filho por capricho', Parvati pensou. Lentamente passou pelo corpo um óleo perfumado, misturando-o ao suor, às escaras da pele. Com raiva passava as palmas da mão no ventre, nas pernas, nos seios. Quase se arranhava, para não perder nem o mínimo resíduo. Colheu um grumo de matéria, do qual nasceu Ganesa. Ele não tinha, então, a cabeça de elefante. Era um menino belíssimo, que nunca se separava da mãe. Siva fingiu estar contente, mas estava contrariado. Mestra do ciúme, Parvati, exultante, reconheceu em Siva aquele tormento que lhe era familiar.
Um dia Ganesa ousou abrir a porta do quarto de Parvati, depois de uma briga. Siva decepou-lhe a cabeça. E imediatamente, diante de Parvati emudecida, inavadiu-o uma sombra de afeto, imensa, por aquele corpo exâmine. Ordenou a Nandin que arrancasse a cabeça de Airavata, o elefante de Indra. Em outros tempos, quando Indra era o soberano incontestável dos deuses, isso teria parecido um absurdo. Mas os Devas agora estavam debilitados. Nandin voltou um dia trazendo no lomboa nobre cabeça de Airavata. Uma presa havia se quebrado no feroz duelo. Como um artesão, Siva ajustou a cabeça de elefante no pescoço de Ganesa. Parvati acompanhava tudo com um olhar dulcíssimo. Sabia com quanta perspicácia Siva realizava a delicada operação. E pensara subitamente que só agora seu filho seria verdadeiramente ele mesmo. Desde esse dia, não teve mais medo da solidão. Quando Siva se afastava, e nunca se sabia com certeza se era para se dedicar ao tapas em solidão ou para seduzir uma Apsaras ou uma mulher qualquer ou para destruir ou dar vida a alguma parte do mundo - mas, em todo caso, sua ausencia a perseguia -, Parvati estendia-se no leito entre muitas almofadas e ditava longas histórias. Histórias do mundo que nunca tinha visto. Agachado a seus pés, Ganesa escrevia. Era um escriba velocíssimo, incansável. Assim que acabava, Parvati acariciava sua presa quebrada e beijava sua ampla fronte enrugada."
Trecho do livro "Ka" de Roberto Calasso
Um dia Ganesa ousou abrir a porta do quarto de Parvati, depois de uma briga. Siva decepou-lhe a cabeça. E imediatamente, diante de Parvati emudecida, inavadiu-o uma sombra de afeto, imensa, por aquele corpo exâmine. Ordenou a Nandin que arrancasse a cabeça de Airavata, o elefante de Indra. Em outros tempos, quando Indra era o soberano incontestável dos deuses, isso teria parecido um absurdo. Mas os Devas agora estavam debilitados. Nandin voltou um dia trazendo no lomboa nobre cabeça de Airavata. Uma presa havia se quebrado no feroz duelo. Como um artesão, Siva ajustou a cabeça de elefante no pescoço de Ganesa. Parvati acompanhava tudo com um olhar dulcíssimo. Sabia com quanta perspicácia Siva realizava a delicada operação. E pensara subitamente que só agora seu filho seria verdadeiramente ele mesmo. Desde esse dia, não teve mais medo da solidão. Quando Siva se afastava, e nunca se sabia com certeza se era para se dedicar ao tapas em solidão ou para seduzir uma Apsaras ou uma mulher qualquer ou para destruir ou dar vida a alguma parte do mundo - mas, em todo caso, sua ausencia a perseguia -, Parvati estendia-se no leito entre muitas almofadas e ditava longas histórias. Histórias do mundo que nunca tinha visto. Agachado a seus pés, Ganesa escrevia. Era um escriba velocíssimo, incansável. Assim que acabava, Parvati acariciava sua presa quebrada e beijava sua ampla fronte enrugada."
Trecho do livro "Ka" de Roberto Calasso
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Aprendendo com as enchentes de Sta Catarina
Estava eu navegando e encontrei este site bem bacana sobre o aquecimento global. Tomei a liberdade de copiar e postar um artigo sobre as enchentes aqui em Sta Catarina. Segue abaixo o texto:
Aprendendo com as enchentes de Santa Catarina (Site AquecimentoGlobal.com.br - Hélio A. Frei Filho)
As mudanças climáticas que observamos no planeta inteiro com o gradual e continuo aquecimento da atmosfera e dos oceanos devido a alta concentração dos gases do efeito estufa que torna a atmosfera mais ativa intensificando gradualmente eventos como fortes chuvas, ciclos de secas, maior numero de furações e tufões também tem afetado o Brasil e entre todos os estados Santa Catarina e Rio Grande do Sul vem sofrendo com maior intensidade os efeitos do aquecimento global, a alguns anos atrás o Rio Grande do Sul sofreu um grande ciclo de secas que deteriorou bastante a economia agropecuária da região, Santa Catarina sofreu em 2005 um furacão que os meteorologistas não acreditaram que seria possível, pois este tipo de evento climática nunca havia sido registrado no atlântico sul, no entanto, este foi o primeiro, e felizmente a marinha e a defesa civil acreditaram na intensidade e força do evento e tomaram a tempo as medidas certas que amenizaram as perdas de vidas e os danos materiais, mesmo assim milhares de residências foram destruídas. Na linha do equador uma grande seca sem precedentes atingiu a Amazônia em 2005 que colocou em risco todo aquele gigantesco ecossistema, fundamental para a regularidade do clima no Sudeste e Sul do Brasil. O estado de Santa Catarina já sofreu outras enchentes anteriormente, mais nunca com a intensidade como a de novembro de 2008. O país precisa aprender com este trágico evento climático, e preparar-se para o futuro, o estado não pode apenas mostrar-se presente á luz dos holofotes da impressa, e necessário que haja um planejamento para lidar com esta nova realidade que esta se formando com as mudanças climáticas.
Somente o socorro emergencial às vitimas de calamidades como estas é pouco, é preciso evitar, senão amenizar, as calamidades causadas pelas mudanças climáticas preparando a sociedade e a economia para enfrentá-las, já que teremos que conviver por algumas décadas com os efeitos do aquecimento global. Cabe ao estado inserir as possíveis conseqüências das mudanças climáticas em seus planos de desenvolvimento econômico e infra-estrutura sob pena de ver sua sociedade e economia periodicamente afetadas por eventos climáticos extremos. O estado de Santa Catarina teve sua economia paralisada com estas fortes chuvas, inclusive com o fechamento do importante porto de Itajaí, o Rio Grande do Sul ficou por alguns dias sem uma importante fonte de energia, o gás natural, que devido ao rompimento do gasoduto que passa pela região afetada pelas fortes chuvas em Santa Catarina, isto sem contar a tragédia social com centenas de mortes e milhares de desabrigados. Outros países já se conscientizaram que é necessário mitigar, ou seja adaptar-se, no Reino Unido, por exemplo, o enfrentamento as possíveis conseqüências das mudanças climáticas já é política de governo, com vários medidas e investimentos como por exemplo a construção das gigantescas comportas do rio Tamisa para proteger a cidade de Londres das terríveis conseqüências das cheias.Claro que não podemos comparar a capacidade de investimento de um pais como o Reino Unido com a do Brasil, mais e certo que e sempre muito mais barato prevenir do que remediar. O Brasil precisa, entre outras, tomar medidas como maior fiscalização na ocupação do solo urbano para que não seja permitido construir em áreas de risco como encostas, ou a beira de rios, e mangues, maior fiscalização e orientação na construção predial para que estejam adaptadas a um clima mais rigoriso, maior fiscalização no controle de queimadas e desmatamento da Amazônia e de outros importantes biomas do Brasil, já que o Brasil é o 4º maior emissor de CO2 devido principalmente a queimadas na Amazônia. Desenvolvimento de novas técnicas de construção e adaptação de portos, rodovias, redes de transmissão de energia, dutos e gasodutos, para que sejam adaptadas para resistir aos efeitos de uma atmosfera mais ativa. Estratégicas reservas e conservação de água para as grandes cidades e agricultura, para eventos de chuvas irregulares.O governo Brasileiro já trabalho em um chamado Plano Nacional de Mudança Climática, que foi anunciado pelo Presidente Lula na 62ª Assembléia Geral da ONU, e deve apresenta-lo agora neste mês de Dezembro na conferência do clima de Poznan, Polônia, esperamos que este plano seja abrangente o necessário para planejar como iremos adaptar nossa economia para diminuir as emissões dos gases do efeito estufa e ao mesmo tempo lançar as bases para planejarmos nossa economia para adaptarmos aos efeitos do aquecimento global que segundo os cientista, teremos que conviver nas próximas décadas.
Aprendendo com as enchentes de Santa Catarina (Site AquecimentoGlobal.com.br - Hélio A. Frei Filho)
As mudanças climáticas que observamos no planeta inteiro com o gradual e continuo aquecimento da atmosfera e dos oceanos devido a alta concentração dos gases do efeito estufa que torna a atmosfera mais ativa intensificando gradualmente eventos como fortes chuvas, ciclos de secas, maior numero de furações e tufões também tem afetado o Brasil e entre todos os estados Santa Catarina e Rio Grande do Sul vem sofrendo com maior intensidade os efeitos do aquecimento global, a alguns anos atrás o Rio Grande do Sul sofreu um grande ciclo de secas que deteriorou bastante a economia agropecuária da região, Santa Catarina sofreu em 2005 um furacão que os meteorologistas não acreditaram que seria possível, pois este tipo de evento climática nunca havia sido registrado no atlântico sul, no entanto, este foi o primeiro, e felizmente a marinha e a defesa civil acreditaram na intensidade e força do evento e tomaram a tempo as medidas certas que amenizaram as perdas de vidas e os danos materiais, mesmo assim milhares de residências foram destruídas. Na linha do equador uma grande seca sem precedentes atingiu a Amazônia em 2005 que colocou em risco todo aquele gigantesco ecossistema, fundamental para a regularidade do clima no Sudeste e Sul do Brasil. O estado de Santa Catarina já sofreu outras enchentes anteriormente, mais nunca com a intensidade como a de novembro de 2008. O país precisa aprender com este trágico evento climático, e preparar-se para o futuro, o estado não pode apenas mostrar-se presente á luz dos holofotes da impressa, e necessário que haja um planejamento para lidar com esta nova realidade que esta se formando com as mudanças climáticas.
Somente o socorro emergencial às vitimas de calamidades como estas é pouco, é preciso evitar, senão amenizar, as calamidades causadas pelas mudanças climáticas preparando a sociedade e a economia para enfrentá-las, já que teremos que conviver por algumas décadas com os efeitos do aquecimento global. Cabe ao estado inserir as possíveis conseqüências das mudanças climáticas em seus planos de desenvolvimento econômico e infra-estrutura sob pena de ver sua sociedade e economia periodicamente afetadas por eventos climáticos extremos. O estado de Santa Catarina teve sua economia paralisada com estas fortes chuvas, inclusive com o fechamento do importante porto de Itajaí, o Rio Grande do Sul ficou por alguns dias sem uma importante fonte de energia, o gás natural, que devido ao rompimento do gasoduto que passa pela região afetada pelas fortes chuvas em Santa Catarina, isto sem contar a tragédia social com centenas de mortes e milhares de desabrigados. Outros países já se conscientizaram que é necessário mitigar, ou seja adaptar-se, no Reino Unido, por exemplo, o enfrentamento as possíveis conseqüências das mudanças climáticas já é política de governo, com vários medidas e investimentos como por exemplo a construção das gigantescas comportas do rio Tamisa para proteger a cidade de Londres das terríveis conseqüências das cheias.Claro que não podemos comparar a capacidade de investimento de um pais como o Reino Unido com a do Brasil, mais e certo que e sempre muito mais barato prevenir do que remediar. O Brasil precisa, entre outras, tomar medidas como maior fiscalização na ocupação do solo urbano para que não seja permitido construir em áreas de risco como encostas, ou a beira de rios, e mangues, maior fiscalização e orientação na construção predial para que estejam adaptadas a um clima mais rigoriso, maior fiscalização no controle de queimadas e desmatamento da Amazônia e de outros importantes biomas do Brasil, já que o Brasil é o 4º maior emissor de CO2 devido principalmente a queimadas na Amazônia. Desenvolvimento de novas técnicas de construção e adaptação de portos, rodovias, redes de transmissão de energia, dutos e gasodutos, para que sejam adaptadas para resistir aos efeitos de uma atmosfera mais ativa. Estratégicas reservas e conservação de água para as grandes cidades e agricultura, para eventos de chuvas irregulares.O governo Brasileiro já trabalho em um chamado Plano Nacional de Mudança Climática, que foi anunciado pelo Presidente Lula na 62ª Assembléia Geral da ONU, e deve apresenta-lo agora neste mês de Dezembro na conferência do clima de Poznan, Polônia, esperamos que este plano seja abrangente o necessário para planejar como iremos adaptar nossa economia para diminuir as emissões dos gases do efeito estufa e ao mesmo tempo lançar as bases para planejarmos nossa economia para adaptarmos aos efeitos do aquecimento global que segundo os cientista, teremos que conviver nas próximas décadas.
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