quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Firme Forte Sempre

Então o que quero dizer é que fico me observando de perto com carinho e atenção, com tempo pra suportar cada emoção. Com o olho, aquele, o terceiro, aberto não pra fora, mas pra dentro, focado no centro, no ser que tudo sente e só ressente não ser atualmente levado a serio. É serio! Ele se sente só num verdadeiro nó de carne, sangue, nervos densos, pesados e tensos.

Isso faz meu olhar chegar perto ao coração, esse não mente, NAO! Esse sabe o que quer e grita para sua inimiga a mente, essa sim, calunias e difamação, atrapalha, engana, e tem poder de afastar do amigo coração o seu verdadeiro caminho, aquele que ele não poderia se afastar. Mas ele cala por um tempo, ajoelha-se perante aquela que engana e apaga sua chama por momentos. Mas subitamente ferve quente e retorna o que antes havia adormecido. E como que num zumbido de um enxame sem precedentes o antes vira presente, e o presente se faz futuro, não como um murmúrio, sim... como uma torrente firme forte e sempre, metros de água acima do leito normal, sem medo, excelente, forte, firme e sempre, não se esquece, não passa, não se extingue pois não há fumaça que abafe o peito existente.

Firme, forte e sempre. Bate assim o peito dormente, firme forte sempre

E agora ha, existe, é verdade, segue sem alarde, mas sente falta do amor não presente, distante quilômetros e perto centímetros, além do alcance, repousa ao lado, o cheiro ainda o sente, o toque que ainda é, o berço ao dormir no colo da mulher. O melhor sono, o sonho mais verdadeiro, intenso transformador, que não vou deixar passar, não vou, tudo no colo da mulher. Pronome pessoal, artigo pessoal, tudo pra apontar que é a dona do quintal. Porque a vontade que nasce transborda e jorra palavras que não vou dizer, prazeres que não vou ter, sussurros ao pé do ouvido.... Quem erra e deixa o momento passar merece outra chance para tentar? Pergunto pois não sou eu que vou ter respostas a dar. Pergunto pois só cabe perguntar, pergunto mesmo pra não calar.

Sabe os dados, estão ainda a rolar, nem sorte nem azar, nem 1 nem o 6, porem talvez eles vão parar. E quando momento indefinível chegar mais uma vez o universo vai lhe dizer "agora é com você" e o agora se fará presente, passado futuro presente o rosto em frente ao muro, que não aprisiona mas que esta ali para ir a lona com um soco potente e o que ha atrás não vou lhe contar pois sabes, muito bem sabes, mas não ousas cantar, talvez apenas em silencio quando não esta ninguém vendo quando não ha ninguém pra julgar. Mesmo assim cante, cante para dentro se isso for necessário e você vai perceber que ao menos um entre milhões quer ouvir e sempre ouvir sua voz ressoar.

Um comentário:

ana disse...

O que instiga num escrito, são os sentidos que ficam nos interstícios entre uma virgula e um ponto, as vezes entre duas letras, ou quem sabe ainda muito bem acomodado dentro de um redondo O. Quem escreve, vomita no papel uma pulsação interior. Quem lê pulsa o pulso do poeta, sim. Mas da o ritmo conforme o seu tambor.