domingo, 21 de junho de 2009
Afim!
Estamos celebrando a capacidade de sermos amáveis. A necessidade de sermos permissívos. Estamos aprendendo a essência das artes diluídos em marés de emoções vindouras. Estamos seguindo em frente rumo a qualquer lugar diferente e igual. Ouvindo afrobeat! Cantando no tom que vocês pedirem. Dançando até o chão. Somos parceiros da vida escancarada. Lá fora faz um frio de verdade sob um sol de rachar, preambulos de dias poéticos que não vamos perder vendo outro replay na TV. Eu e os meus, os meus e eu. Estamos ganhando latitudes e longitudes globais seguindo em frente evitando enlatados mas comendo porcarias quando a fome pintar. Instigando a faculdade de nos apaixonar por tudo que pode vir as retinas. Escrevendo poesias, produzindo filmes, fazendo um som, grafitando, desenhando, mandando ver! Sentados vendo os outros correndo, correndo e vendo os outros dormir, dormindo em meio a festas lotadas. Estamos aí do seu lado rindo da sua cara para também poder rir da nossa. Acendendo velas e fazendo orações em linguas arcaicas. Elevando pensamentos e ações. Lendo, lendo e lendo de novo. Frequentando sebos e livrarias de shoppings. Praticando a união interna e externa do Ser com o seres. Sabemos que existe paz nas montanhas além, mas também sabemos que temos movimentar algo. Senão o bicho pega mesmo assim! Estamos bolando e tocando projetos de conscientização de valores imensuráveis que estão por aí desde sempre sem que a maioria de nós de muito valor. Estamos afim! Unindo talentos e celebrando nossas semelhanças e principalmente nossas diferenças. E ouvindo afrobeat! Adotando animais de rua, catando lixo nas praias, praticando a cortesia. Lavando a louça, o chão, as roupas... por lavar! Separando lixo físico, emocional e mental. A faxina é geral e nossa por opção. Desbravando o mundo mas pedindo benção aos pais porque deles sentimos saudades. Estamos amando, meu senhor.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
((( ame )))
que seja o seu cachorro
que seja a sua tia
que seja o amor de sua vida
que seja algo imensurável
que seja qualquer coisa
mas que seja amor
ame
seus livros usados
seus discos riscados
suas mp3s roubadas
suas roupas de grife ou de brechó
mas que tenha amor
ame
emane ame chame
clame reclame ame
ame e dê vexame
antes que chegue a tarde
(((ame)))
que seja a sua tia
que seja o amor de sua vida
que seja algo imensurável
que seja qualquer coisa
mas que seja amor
ame
seus livros usados
seus discos riscados
suas mp3s roubadas
suas roupas de grife ou de brechó
mas que tenha amor
ame
emane ame chame
clame reclame ame
ame e dê vexame
antes que chegue a tarde
(((ame)))
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Sem condições
Absoluto, total, ilimitado e pleno. Sem questionamentos, sem perguntas limitadoras, sem dúvidas amedrontadas, sem viagem. Uma rendição incondicional ao efetivamente maior, magnânimo, intangivel, imensurável. Algo que se aceita e se vive, que não se define senão por superlativos e mesmo assim ainda limitados. Usa-se palavras porque palavras são um caminho de expressão. Usa-se o verbo pois o verbo representa uma ação. Usa-se a arte como uma valvula de escape para essa sensação. O texto, a tela, o pincel, a ponta do lápis, a corda do violão, a corda vocal, a mão na pedra, no mourão, no couro do instrumento, pintando, tocando, se expressando. O corpo rolando, dançando, correndo, tremendo, chorando, sorrindo, cantando. Telas, textos, canções, peças, representações, nada mais!
Uma maneira de expandir, de espalhar, de difundir, de continuar, e por fim exaurir. Dar vazão ao turbilão incontrolável, senão como limitar o ilimitado? Estúpido fato!
É maior e pronto. É mais forte e deu. É ele e não eu. Esse, o amor meu.
Uma maneira de expandir, de espalhar, de difundir, de continuar, e por fim exaurir. Dar vazão ao turbilão incontrolável, senão como limitar o ilimitado? Estúpido fato!
É maior e pronto. É mais forte e deu. É ele e não eu. Esse, o amor meu.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
O caso do sonho de valsa
O sonho de valsa é uma unidade indivisível da matéria. Sério cara! Como o átomo, se o cidadão insistir em dividi-lo as consequências podem ser explosivas.
Imagina a cena, malandro tá no trabalho, fundindo a cuca para entregar aquele maldito relatório no prazo, quase sempre curto demais que o patrão, ou melhor, o sinhô estipulou. Lá pelas tantas já com a vista embaralhada, ele resolve dar um tempinho e vai até a lanchonete do terceiro andar para dar uma esticadinha na canela, desanuviar os pensamentos e quem sabe, se der sorte, trocar dois dedos de prosa com a simpática balconista do estabelicimento. Discretamente nosso funcionário padrão espreguiça o esqueleto, faz uma piadinha sem graça com o colega da mesa ao lado e sem muita pressa se dirige ao corredor, depois as escadas (porque de elevador é rápido demais) até finalmente chegar ao oasis das guloseimas entupidoras de veias. Nessa toada ele abaixa seu corpanzil para escolher melhor entre os salgados da estufa.
"- Ô Vanderlei, você de novo por aqui cara? Eu só dou azar mesmo! Você demitiu a Carol é? Já que é assim eu vou caprichar... Me vê um empanado de palmito, um suquinho de laranja sem açucar e um pãozinho de queijo para começar". Sem ligar muito para a provocação Seu Vanderlei separa o pedido e deixa com um pouco de desleixo em cima do balcão: "Tá aí campeão..." Com o olho brilhando e a boca salivando o responsável pelo setor administrativo faz seu sagrado lanchinho vespertino com toda poesia que se pode esperar de um momento como este. Pura magia! Como todo ritual sagrado que se prese, existe o momento do ápice, aquele instante de oferenda, êxtase: "Ô Vanderlei meu amigo, faz uma caridade para o seu brother de caminhada, me ajeita um cafezinho purinho e também um sonho de valsa para adocicar minhas idéias". Em menos de trinta segundos já está tudo arrumado, afinal a lanchonete pode ser pequena, mas o atendimento é de primeira.
Ahhh o café... Instante ímpar para aquele senhor de meia idade. E após o amargo, o doce, é claro! Olhar fixo na embalagem rosa que o acompanha desde a infância. A sensação do plástico desenrolando entre o indicador e o polegar de cada mão, o cheiro aguça os sentidos, a cor marrom, o chocolate começando a derreter, o verdadeiro prazer químico, o amor em pedaços... Eis que surge Dona Ruth! E com sua voz de cigarro faz o pedido infernal: "Oi querido, que bom te ver por aqui! Hmmm, que delícia esse sonho de valsa, me dá um pedacinho?!"
(Pausa para assimilar tamanha crueldade)
Como pedem a etiqueta e as boas maneiras, Gilson não pôde dizer não, mesmo que internamente o deseja com todas suas forças. Lá se foi o bombom para a boca de Dona Ruth. Três quartos a bem dizer. O que voltou foi um restolho esmigalhado, sem vida. Uma verdadeira tristeza.
Ao leitor fica o pedido de desculpas. Poderiamos aqui desenvolver uma conclusão lógica, baseada em conceitos filosóficos do oriente, coisas profundas da alma. Mas acreditamos que isso não se faz necessário. Fica aqui um pedido sincero: não parasite os momentos especiais de outros, não queira viver o que não é seu, não use da boa fé alheia para conseguir objetivos mesquinhos. Pense no nosso personagem acima. É de dar dó. não é? Situação dificil viu...
Imagina a cena, malandro tá no trabalho, fundindo a cuca para entregar aquele maldito relatório no prazo, quase sempre curto demais que o patrão, ou melhor, o sinhô estipulou. Lá pelas tantas já com a vista embaralhada, ele resolve dar um tempinho e vai até a lanchonete do terceiro andar para dar uma esticadinha na canela, desanuviar os pensamentos e quem sabe, se der sorte, trocar dois dedos de prosa com a simpática balconista do estabelicimento. Discretamente nosso funcionário padrão espreguiça o esqueleto, faz uma piadinha sem graça com o colega da mesa ao lado e sem muita pressa se dirige ao corredor, depois as escadas (porque de elevador é rápido demais) até finalmente chegar ao oasis das guloseimas entupidoras de veias. Nessa toada ele abaixa seu corpanzil para escolher melhor entre os salgados da estufa.
"- Ô Vanderlei, você de novo por aqui cara? Eu só dou azar mesmo! Você demitiu a Carol é? Já que é assim eu vou caprichar... Me vê um empanado de palmito, um suquinho de laranja sem açucar e um pãozinho de queijo para começar". Sem ligar muito para a provocação Seu Vanderlei separa o pedido e deixa com um pouco de desleixo em cima do balcão: "Tá aí campeão..." Com o olho brilhando e a boca salivando o responsável pelo setor administrativo faz seu sagrado lanchinho vespertino com toda poesia que se pode esperar de um momento como este. Pura magia! Como todo ritual sagrado que se prese, existe o momento do ápice, aquele instante de oferenda, êxtase: "Ô Vanderlei meu amigo, faz uma caridade para o seu brother de caminhada, me ajeita um cafezinho purinho e também um sonho de valsa para adocicar minhas idéias". Em menos de trinta segundos já está tudo arrumado, afinal a lanchonete pode ser pequena, mas o atendimento é de primeira.
Ahhh o café... Instante ímpar para aquele senhor de meia idade. E após o amargo, o doce, é claro! Olhar fixo na embalagem rosa que o acompanha desde a infância. A sensação do plástico desenrolando entre o indicador e o polegar de cada mão, o cheiro aguça os sentidos, a cor marrom, o chocolate começando a derreter, o verdadeiro prazer químico, o amor em pedaços... Eis que surge Dona Ruth! E com sua voz de cigarro faz o pedido infernal: "Oi querido, que bom te ver por aqui! Hmmm, que delícia esse sonho de valsa, me dá um pedacinho?!"
(Pausa para assimilar tamanha crueldade)
Como pedem a etiqueta e as boas maneiras, Gilson não pôde dizer não, mesmo que internamente o deseja com todas suas forças. Lá se foi o bombom para a boca de Dona Ruth. Três quartos a bem dizer. O que voltou foi um restolho esmigalhado, sem vida. Uma verdadeira tristeza.
Ao leitor fica o pedido de desculpas. Poderiamos aqui desenvolver uma conclusão lógica, baseada em conceitos filosóficos do oriente, coisas profundas da alma. Mas acreditamos que isso não se faz necessário. Fica aqui um pedido sincero: não parasite os momentos especiais de outros, não queira viver o que não é seu, não use da boa fé alheia para conseguir objetivos mesquinhos. Pense no nosso personagem acima. É de dar dó. não é? Situação dificil viu...
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Escreveu Neruda
"El miedo es también un camino.
Y entre sus piedras pavorosas
puede marchar con cuatro pies
y cuatro labios, la ternura"
Y entre sus piedras pavorosas
puede marchar con cuatro pies
y cuatro labios, la ternura"
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Calo no dedo
Comecei a tocar violão na mesma época em que meus primeiros fios de barba começaram a aparecer. Lembro um dia, indo para a escola de carona com meus pais pensei comigo: "Ainda vou aprender a tocar algum instrumento". Não demorou muito e já estava numa aulinha lá no centro de goiânia para aprender os primeiros acordes. Quem toca sabe, no inicio os dedos não funcionam muito bem, e logo vem uma dor nos dedos de tanto ficar apertando aquelas cordas de nylon.
"É que você ainda não criou calos nas pontas dos dedos" - dizia meu professor. Ouvi aquilo e acreditei no cara. Para todo lugar que eu ia sempre levava a viola a tira colo, e com o tempo logo os calos surgiram, e quando exagerava umas bolhas de sangue também. Nada que fosse me matar, era apenas meu corpo se acostumando com o novo esforço, a nova maneira de trabalha-lo.
Os anos se passaram, continuei tocando, as vezes mais, as vezes menos, mas sempre tocando. Com passar do tempo me aproximei do yoga e quando dei por mim estava sentado no tapetinho emborrachado de prática, olhando para as partes desgastadas do mesmo e pensando: "Você ainda não consegue fazer esse asana com tranquilidade porque ainda nao criou 'calo no dedo'..." Como na música, a prática trazia os mesmos desafios, ser constante e ter compromisso até o corpo e a mente se acostumarem com a novidade. Até o corpo e a mente se sentirem a vontade para relaxar no que está sendo proposto. Até você conseguir superar tranquilamente e sem pressa as dificuldades que naturalmente surgirem.
Na música, depois que se tem o calo criado, você pode tocar por horas, esmiuçar o instrumento, fazer acordes acrobáticos, que mesmo assim tudo flui na cadencia da canção executada. No Yoga acontece algo semelhante, no asanas, nos pranayamas, em meditação. Quem nunca se deparou com alguma prática meditativa na qual a mente teima em não relaxar, em não se centrar no que é proposto, mas que depois de alguma insistência e um pouco de paciencia tudo parece encontrar seu espaço e seu momento para ser e acontecer. A prática constante dá resultado, e não precisa ser musico, yogui, ou qualquer sábio para chegar a essa conclusão. Em qualquer situação do dia a dia, em qualquer lugar, nas situações mais adversas, a prática somada a uma boa orientação é o melhor caminho para se dominar o que está sendo estudado.
"É que você ainda não criou calos nas pontas dos dedos" - dizia meu professor. Ouvi aquilo e acreditei no cara. Para todo lugar que eu ia sempre levava a viola a tira colo, e com o tempo logo os calos surgiram, e quando exagerava umas bolhas de sangue também. Nada que fosse me matar, era apenas meu corpo se acostumando com o novo esforço, a nova maneira de trabalha-lo.
Os anos se passaram, continuei tocando, as vezes mais, as vezes menos, mas sempre tocando. Com passar do tempo me aproximei do yoga e quando dei por mim estava sentado no tapetinho emborrachado de prática, olhando para as partes desgastadas do mesmo e pensando: "Você ainda não consegue fazer esse asana com tranquilidade porque ainda nao criou 'calo no dedo'..." Como na música, a prática trazia os mesmos desafios, ser constante e ter compromisso até o corpo e a mente se acostumarem com a novidade. Até o corpo e a mente se sentirem a vontade para relaxar no que está sendo proposto. Até você conseguir superar tranquilamente e sem pressa as dificuldades que naturalmente surgirem.
Na música, depois que se tem o calo criado, você pode tocar por horas, esmiuçar o instrumento, fazer acordes acrobáticos, que mesmo assim tudo flui na cadencia da canção executada. No Yoga acontece algo semelhante, no asanas, nos pranayamas, em meditação. Quem nunca se deparou com alguma prática meditativa na qual a mente teima em não relaxar, em não se centrar no que é proposto, mas que depois de alguma insistência e um pouco de paciencia tudo parece encontrar seu espaço e seu momento para ser e acontecer. A prática constante dá resultado, e não precisa ser musico, yogui, ou qualquer sábio para chegar a essa conclusão. Em qualquer situação do dia a dia, em qualquer lugar, nas situações mais adversas, a prática somada a uma boa orientação é o melhor caminho para se dominar o que está sendo estudado.
terça-feira, 9 de junho de 2009
O dia de folga
Quando a manhã havia nascido ensolara apesar do dia frio de final de outono as nuvens, como é de costume destes seres de algodão, chegaram se arrastando pela fluidez dos céus. E, também como é costume que derramem chuva por aí, mesmo que todos tivessem programado atividade ao ar livre, corridas, pedaladas, crianças no parque, cachorro correndo atras de gravetos. Beleza, estragaram seu programa! Raios, raios duplos!! Literalmente...
Ok, temos cinco minutos para ficar nervosinhos. Tempoooo! "É sempre assim, quando me programo, quando tenho uma folga daquele emprego infernal, quando vou dar um relaxada tudo acontece de outra forma.... ô meu deus do céu!!!" Beleza, deu né?!
Agora dá uma olhada em volta. A chuva parou de cair? O tempo melhorou? Você pode sair para curtir uma tarde ensolarada junto aos seus amados? É meu amigo dessa jornada imaginária, a nossa indignação é como uma mosca sem asas - como disse o cara lá de Minas nos já distantes anos 90. Pode chorar. espernear, mas nada vai mudar só porque a gente deseja o contrário. Doa a quem doer, incomode a quem incomodar, certas coisas estão aí para serem aceitas. Não me entenda mal, para começo de conversa. Não estou falando que também não adianta se dedicar, trabalhar, usar de artimanhas, que somos incapazes de transformar e interagir com outros e como o mundo a nossa volta.
O lance, a parada, a coisa toda acontece assim: haviamos programado um passeio super bacana, mas para ser mesmo super bacana contávamos com a presença do astro rei. Mas como quem deu as caras foram as nuvens acompanhadas de uma inconveniente chuvinha, jogaram água no nosso chopp. Então ficou assim: desejamos algo, fizemos uma ação para realizar o que desejamos, mas... o fruto foi outro. Ou seja, quando fazemos uma ação podemos colher basicamente três frutos diferentes: o que estávamos esperando, melhor do que estávamos esperando, ou diferente do que esperávamos. Isso parece fazer sentido, não é?
Pô! Se não estivesse chovendo, se o dia estivesse ensolarado como desejamos no inicio iriamos para o parque ou para a praia aproveitar o abençoado clima tropical do Brasil. Isso se enquadra no primeiro caso citado no parágrafo anterior. Porém, contudo, todavia, se e se somente se quando chegássemos no parque, dia ensolarado, tudo indo como você imaginou logo pela manhã e ainda, ao se dirigir ao carrinho de pipocas e pedir aquele saquinho misto, com as salgadas por cima e a pipoquinha cor-de-rosa doce por baixo, o ilustre pipoqueiro anuciasse para quem quisesse ouvir que você é o centésimo cliente daquele dia, e que por isso irá ganhar não duas, mas três pipocas inteiramente grátis!!! Putz companheiro... isso é ainda melhor do que haviamos imaginado no inicio dessa conversa. Afinal três saquinhos de pipoca mista assim de graça não se consegue tão fácil hoje em dia, não senhor.
Ficou animadinho, eu sei. Mas nossa história é diferente. Tá chovendo cara! Não vem que não tem. Não vai ter parque nem praia, nem pipoqueiro gente fina. Life is a bitch! Chuva fina no seu parabrisa. O fruto de nossa ação, ou de nosso desejo, foi bem diferente do que queríamos. Resiguinarmo-nos seria a atitude adequada. Aceitar o que não pode ser mudado, nem mesmo alterado por nossas ações ou desejos.
Olha só, o exemplo acima é bem tolinho, mas se liga, isso acontece todo dia, toda hora com a gente. Neguinho trabalha, se esforça buscando um alvo fixo e preciso. O trabalho e dedicação são dignos, os projetos são dignos e corretos, é assim que deve ser. Contudo os frutos das ações não dependem de quem as faz. Cabe a cada um de nós entender e aceitar e ainda perceber que se está chovendo canivete lá fora no seu dia folga você ainda pode reunir amigos e amores em casa para uma boa massa, um bom vinho, quem sabe uma boa partida de Imagem & Ação.
Ok, temos cinco minutos para ficar nervosinhos. Tempoooo! "É sempre assim, quando me programo, quando tenho uma folga daquele emprego infernal, quando vou dar um relaxada tudo acontece de outra forma.... ô meu deus do céu!!!" Beleza, deu né?!
Agora dá uma olhada em volta. A chuva parou de cair? O tempo melhorou? Você pode sair para curtir uma tarde ensolarada junto aos seus amados? É meu amigo dessa jornada imaginária, a nossa indignação é como uma mosca sem asas - como disse o cara lá de Minas nos já distantes anos 90. Pode chorar. espernear, mas nada vai mudar só porque a gente deseja o contrário. Doa a quem doer, incomode a quem incomodar, certas coisas estão aí para serem aceitas. Não me entenda mal, para começo de conversa. Não estou falando que também não adianta se dedicar, trabalhar, usar de artimanhas, que somos incapazes de transformar e interagir com outros e como o mundo a nossa volta.
O lance, a parada, a coisa toda acontece assim: haviamos programado um passeio super bacana, mas para ser mesmo super bacana contávamos com a presença do astro rei. Mas como quem deu as caras foram as nuvens acompanhadas de uma inconveniente chuvinha, jogaram água no nosso chopp. Então ficou assim: desejamos algo, fizemos uma ação para realizar o que desejamos, mas... o fruto foi outro. Ou seja, quando fazemos uma ação podemos colher basicamente três frutos diferentes: o que estávamos esperando, melhor do que estávamos esperando, ou diferente do que esperávamos. Isso parece fazer sentido, não é?
Pô! Se não estivesse chovendo, se o dia estivesse ensolarado como desejamos no inicio iriamos para o parque ou para a praia aproveitar o abençoado clima tropical do Brasil. Isso se enquadra no primeiro caso citado no parágrafo anterior. Porém, contudo, todavia, se e se somente se quando chegássemos no parque, dia ensolarado, tudo indo como você imaginou logo pela manhã e ainda, ao se dirigir ao carrinho de pipocas e pedir aquele saquinho misto, com as salgadas por cima e a pipoquinha cor-de-rosa doce por baixo, o ilustre pipoqueiro anuciasse para quem quisesse ouvir que você é o centésimo cliente daquele dia, e que por isso irá ganhar não duas, mas três pipocas inteiramente grátis!!! Putz companheiro... isso é ainda melhor do que haviamos imaginado no inicio dessa conversa. Afinal três saquinhos de pipoca mista assim de graça não se consegue tão fácil hoje em dia, não senhor.
Ficou animadinho, eu sei. Mas nossa história é diferente. Tá chovendo cara! Não vem que não tem. Não vai ter parque nem praia, nem pipoqueiro gente fina. Life is a bitch! Chuva fina no seu parabrisa. O fruto de nossa ação, ou de nosso desejo, foi bem diferente do que queríamos. Resiguinarmo-nos seria a atitude adequada. Aceitar o que não pode ser mudado, nem mesmo alterado por nossas ações ou desejos.
Olha só, o exemplo acima é bem tolinho, mas se liga, isso acontece todo dia, toda hora com a gente. Neguinho trabalha, se esforça buscando um alvo fixo e preciso. O trabalho e dedicação são dignos, os projetos são dignos e corretos, é assim que deve ser. Contudo os frutos das ações não dependem de quem as faz. Cabe a cada um de nós entender e aceitar e ainda perceber que se está chovendo canivete lá fora no seu dia folga você ainda pode reunir amigos e amores em casa para uma boa massa, um bom vinho, quem sabe uma boa partida de Imagem & Ação.
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